Eu indico

junho 25, 2008

Não quero ficar linkando blogs aqui, ainda não. Afinal de contas, as visitas neste blog são zero. hehehe

Mas…se tiver com tempo livre, vale a pena dar uma lida no Purfa.

Colorado sofredor – O Inter dos Fernandos

junho 25, 2008

Sou de uma geração de colorados que sofreu muito. Nós, os filhos da década de 80, ouvimos muitas histórias maravilhosas, do Rolo Compressor, da década de 70, de Tesourinha, Larry, Bodinho, Carlitos, Figueroa e Falcão. Histórias de colorados que, desesperadamente, tentavam convencer seus filhos a permanecer no caminho da luz.

Mas na verdade, o que crescemos vendo foi o Inter de Célio Silva, Argel, Sandoval e Fabiano. Este último, nos deu a maior alegria da década de 90: o fantástico 5×2. Enquanto eles comemoravam Brasileiros e Libertadores, nos contentávamos com uma goleada de GreNal.

Ser colorado nos anos 80, 90 e início dos 2000 era sinônimo de ser sofredor. E não foram poucos que desistiram. Muitos largaram o vermelho, vestiram azul. Ou até outras cores, de outros pagos.

Os que resistiram, esses sim, são colorados de verdade. É muito fácil, na época de escola, entrar na onda e torcer pro time campeão. Ficar no time que só perde, pelo contrário, é prova pura de paixão.

Por mais de vinte anos a torcida colorada esperou. Esperou por Fernando. O primeiro, Fernando Miranda, só nos trouxe o segundo. Este, Fernando Chagas Carvalho Neto, ou simplesmente Fernando Carvalho, ou O Presidente, nos trouxe o terceiro, tão eterno quanto ele, Fernando Lúcio da Costa, o Fernandão, o Capitão Planeta. Predestinados, estes Fernandos.

Vejamos: Fernandão estreou no Inter em 2004, e, no primeiro toque na bola, vejam bem, no primeiro toque, marcou o milésimo gol em GreNais. Carvalho sorriu. Sabia que havia encontrado o homem que procurava, o mito que faltava. Sabia ele, que nos anos que se seguiriam, Fernandão seria sinônimo de Internacional, e os dois juntos, sinônimos de vitórias.

Daí pra frente, só alegrias. Ótimos Brasileiros, culminando no título roubado de 2005.

O “vice” daquele ano nos credenciou a maior competição de futebol das Américas. No credenciou a vencer o atual campeão do mundo, e ficar com o título, nunca conquistado pelos que nos roubaram em 2005. “A bola pune”, já disse Fernando Carvalho.

Campeões da Libertadores. Sabia que esse dia chegaria. Chorei, choramos.

E então, o Inter se desmanchou. Bolívar, Tinga, Jorge Wagner e Sóbis. Praticamente a espinha dorsal do time. E tínhamos pela frente o poderoso Barcelona.

Mas ainda tínhamos os 2 Fernandos. Um na diretoria, outro no campo. Líderes, exemplos. E a esperança continuava. Tínhamos um moleque, Pato. Um veterano, Iarley. E tínhamos o que faltou ao time catalão. Tínhamos vontade de vencer. Gana. Vinte e três anos de flauta ecoando em nossas cabeças.

Yokohama, 17 de Dezembro de 2006. Índio sangrava, Fernandão fora com câimbras, no seu lugar, o questionado Gabirú. Medo, angústia, choro. Iarley, zagueiro caído, Gabirú, goleiro, gol do Inter. Mais lágrimas. O Inter é campeão do mundo.

Ganhou tudo, o Inter dos Fernandos. Gauchão, Brasileiro (surrupiado na mão grande), Libertadores e Mundial. Carvalho, através de Fernandão, cumpriu sua missão de colorado, e deixou o cargo.

Ressaca dos títulos, falta de foco, conflito de egos, chamem do que quiser. Daquele dezembro até agora, o Inter sucumbiu. Falta de Fernando, eu diria.

De repente, uma fria quarta-feira nos traz a até então inesperada notícia. Carvalho voltou. Num ato extremo de coloradismo, voltou como assessor, um cargo muito menor que sua história. Uns disseram que foi para blindar o novo técnico, questionado por muitos. Outros, disseram que foi saudade.

Mas só no sábado, horas antes da primeira partida com Carvalho no vestiário, soubemos a verdade.

Fernandão estava de saída, e Carvalho sabia. Sabia que o Inter perderia seu Capitão, seu líder, seu mito.

E ele, Carvalho, precisava agir. Voltar, chamar a responsabilidade, e trazer um novo ídolo. Criar um novo mito.

Agora, aproximamo-nos do primeiro grande clássico do ano, pra tentar virar a gangorra pro nosso lado. O primeiro GreNal da nova era Carvalho.

Então, queridos adversários, temei. Fernando Chagas Carvalho Neto, seu maior pesadelo, voltou.

Jogo dos 7 erros

junho 16, 2008

Mulher é um ser complicado. Fato.
Mas tem homem burro, que triplica a complexidade.
Foi o que aconteceu com o Rafinha. Rafinha era um cara normal, não era pegador, mas também não passava fome. Era meio devagar, é verdade. Mas não passava fome.
Janeiro, calor infernal em Porto Alegre. Rafinha não era do tipo que usa terno, mas aquele dia, formatura de sua colega de empresa, sentiu-se na obrigação de colocar pelo menos um blazer. Jeans, camisa, e blazer. Estiloso, foi o que pensou. Não abriu mão do seu All Star, companheiro de batalha. E nem fez a barba, sua marca registrada. Pentear o cabelo então, nem pensar.
Na festa, conheceu Carol. Oriental, vestia um longo vermelho estonteante. Destacava-se do resto. Carol era diferente. Era exótica. E o melhor, era muito gostosa.
Rafinha, que era um pouco lerdo, como eu já disse, demorou uma hora pra chegar, duas horas conversando, mais meia hora até encostar a mão, e finalmente, mais uma hora pra beijar. Um único beijo, troca de telefones, imails, msns e orkuts, e tchau.
Chegou em casa e mal podia dormir. Levantou, entrou na internet. Adicionou no Orkut, no MSN. Mandou o primeiro imail. Ela leria no outro dia, pensou.
Fez o melhor convite que tinha em mente. Convidou pro teatro. Logo ele, que nunca havia estado no teatro. Mas Carol merecia. Era do tipo culta, decidida, independente.
48 longas horas se passaram, até que Carol respondeu. “Ok” foi sua resposta, para o imail de duas páginas escrito por Rafinha.
Ele, prontamente, entrou no Google Maps, traçou 2 rotas possíveis entre sua casa e o teatro, passando pela casa de Carol (detalhe: Rafinha morava em Cachoeirinha, cidade da região metropolitana, longe pra caralho caramba). Escreveu outro imail gigante, e mandou pra Carol, cheio de explicações, cronogramas e as rotas.
Carol respondeu: “me pega as 8”.
Definitivamente era uma mulher do tipo independente. Do tipo “me viro sozinha”. Do tipo “se pudesse engravidar de vibradores, homens seriam dispensáveis”. Foi o que pensou Rafinha.
Mas Rafinha não era muito bom nisso. Nisso de lidar com mulheres independentes. Era acostumado com meninas, gurias do segundo grau. Aquelas que, diante de seu sorriso barbudo derretiam. O que fazer?
Vou tratá-la de igual pra igual, pensou. E foi o que fez.
Primeiro, vestiu-se fashion. Se a mulher podia ser independente, ele podia ser fashion. All Star de guerra, calça verde de lona, camisetinha de mamãe to forte (aquela com as manguinhas mais curtas), bolsa de lona. Fashion. Estiloso. Esse foi seu erro número 1.
Afobado, cometeu o segundo erro (da noite, pq seus emails gigantes durante a semana também contam como erros). Combinou as 8 com uma mulher? Chegue 8:15, e ainda assim estará adiantado. Rafinha não sabia essa regra. Chegou dez pras oito, e já ligou pra Carol, dizendo que estava esperando na porta da frente.
Carol desceu, ainda terminando de se arrumar.
Erro 3: Desceu e abriu a porta do carro. Oras, se sabia que a mulher bancava a independente, não devia ter feito isso. Ela já fechou a cara.
Chegando ao teatro, erros 4 e 5, em seqüência. Primeiro, confessou que era sua primeira vez no teatro (leia-se amador). Imagina no que mais poderia ser sua primeira vez. O quinto erro foi o pior. Foi tão ruim que merece um parágrafo (ou 2) só pra ele.
Na hora de comprar os ingressos, Rafinha, lembrando-se que estava com uma mulher independente, perguntou: “tu vai pagar com a tua carteirinha de estudante? Da 50% de desconto!”. PeloamordeDeus!! Rafinha!! Por mais que tu acredites na independência da mulher, não pergunta COMO ela vai pagar!! E ainda por cima incentivando o uso de carteirinha estudantil, por desconto!
Não não. Rafinha, não devia ter feito isso. Nesses casos, dirija-se a bilheteria. Se a mulher quiser pagar, ELA faz a frente.
Agora, já no interior do teatro, o erro 6. Rafinha levou exatamente 3/4 da peça pra tocar a moça! Vejam bem, pra TOCAR. Beijo? Só na saída.
Ora bolas Rafinha!! Devagar tudo bem! Mas assim tu perde corrida pra lesma!!
Na saída, Rafinha sugeriu uma extensão do programa, quem sabe um jantar. Carol, mesmo varada de fome, negou. Como poderia sair pra jantar com um cara que não se ofereceu nem pra pagar o teatro? No mínimo ia levá-la pro Mcdonald’s, e deixar que ela pagasse. Não não. Melhor ir pra casa. Não queria arriscar ser vista por ai com um cara que tem a bolsa mais bonita que a dela.
Já no estacionamento, o erro 7. Rafinha estava, definitivamente, decidido a destruir a noite. Era verão, céu limpo, um pouco de vento. Rafinha soltou a pérola: “Noite perfeita pra….”
Adivinhe, querido leitor. Noite perfeita pra que? Vamos lá, use a criatividade.
É, eu também pensaria nisso. Mas não foi o que ele disse.
Rafinha disse: “Noite perfeita pra soltar pipa!!!” (assim mesmo, com três exclamações). Ah, purfavor Rafinha. Vai soltar pipa então.
Carol pegou sua bolsa, bateu a porta do carro e saiu. Passos largos. Onde tu vai? Perguntou Rafinha. Pegar um taxi, disse Carol.
E assim Carol se sumiu num gol laranja, pela noite porto alegrense.

Aroldo, o Cafajeste – Cap. 2

junho 16, 2008

Aroldo, um cafajeste nato, boêmio, conquistador barato. Era fácil adjetivar Aroldo. Boa praça, não era bonito, mas caprichava no perfume. Sabia que o cheiro era fundamental. Aprendeu com sua prima, Carlinha. Pensem em uma guria dada. Pensem em uma guria ligeira. Essa era Carlinha. Pois bem, Carlinha, o ensinara alguns truques. Entre eles, o do perfume. Mulher gosta de homem cheiroso. Nem que o cheiro seja de homem, bruto, forte. Mas tem que ter cheiro.

Naquela noite, no bar, Aroldo estava cheiroso. Caprichara no perfume importado (made in Chuí). Ainda bem. Pois ela estava ali. Parada, na porta do Bar. Ele mal podia acreditar.

Fernandinha, amiga de sua irmã mais nova. Lembrava-se dela, quando ia brincar de Barbie na sua casa. Devia ter uns 11, 12 anos. Agora, estava descomunal. Aroldo nem sequer entendeu como a reconheceu. Só sabe que fez. Bateu o olho, e identificou. Todos sabemos que, como diz o mestre, Fernandinhas são do tipo de mulher que não se deve confiar. Se seu namorado/marido/amante, tem uma amiga Fernandinha, desconfie. Pode ir atrás. Fernandinhas são perigosas.

E ela ficou ali parada na porta… imóvel. Foram 12 exatos segundos, em que ela parou, e fez com que todo o bar parasse. Até a ceva parou de esquentar. Todos, curiosos, queriam saber quem era a linda loira.

Sim, porque ela era loira. Loira, cabelos até metade das costas, um metro e setenta, pernas longilíneas, sustentadas por lindas panturrilhas, e enfeitadas por belas coxas torneadas. As coxas são um capítulo a parte. Tocavam-se até certo ponto, e depois, com uma leve curva, separavam-se um pouco antes de chegar à virilha. Não mais que 2mm de distância. A distância perfeita.

Se cintura baixa é moda, Fernandinha merece um fashion week só pra ela. Vestia, neste dia, uma mini micro saia, jeans surrado, que poderia ser facilmente confundida com um cinto dos anos 80. Entre o fim (ou começo, depende de onde você está vindo) da saia e o umbigo, era quase um palmo. Um palmo de paraíso, diriam. “O caminho da felicidade”, esta expressão nunca fora tão bem usada. Depois, um top. Simples, básico. Mas o conteúdo… tem gente que paga pra ter um par daqueles. Fernandinha não. Eles cresceram nela. Ao natural. Perfeitos, rijos. Apontando pro céu.

O colo daria um capítulo inteiro desta história. Prefiro nem comentar. E ainda tinha o pescoço, belo suporte a um dos mais belos rostos já vistos na redondeza. Sorriso farto, olhos grandes, verdes como o gramado do beira-rio que ela tanto gosta.

Essa era Fernandinha. A mulher que parou o bar. A mulher que Aroldo conhecia. Conhecia como menina. Menina que agora era mulher.

Aroldo precisava falar com ela, antes que outro o fizesse. E ele foi. Afinal, se tinha uma coisa que Aroldo aprendeu na sua vida de cafajeste, era que o não era garantido. Tinha que arriscar pra tentar o sim.

A essa altura, Fernandinha já havia pedido uma mesa, e sentado, sozinha. Bebericava uma ceva (como pode? Aroldo, freqüenta o mesmo bar há anos, e sua primeira ceva não leva menos de 5 minutos pra chegar… Fernandinha era nova na praça, e já sentou-se com a ceva a sua frente!!), e nem olhava pros lados.

Aroldo chegou, encostou-se na mesa, e pediu pra sentar. Ela, com um simples gesto de cabeça, o autorizou. Aroldo perguntou se ela lembrava-se dele, o irmão da Bruna, sua amiga. Ela sorriu, de leve. Disse que lembrava-se, e que as lembranças eram boas.

Do que lembrava-se Fernandinha? Onde vai parar essa conversa? Descubra nos próximos capítulos de Aroldo, o cafajeste!

Aroldo, o Cafajeste – Cap. 1

junho 16, 2008

- Acorda Aroldo!!

Anh? O que? Acorda? Que horas são? Que dia é hoje? Pensava Aroldo.

- Sai daqui!! Me deixa dormir. Dizia.

Assim eram as manhãs de Aroldo. Sua mãe, todo santo dia, travava batalhas para tirá-lo da alcova. Mas ele resistia. Aroldo era free lancer, como gostava de definir. Motoboy, como definia sua mãe. Não tinha hora pra trabalhar, mas quanto antes ele fosse, mais faturava.

Não importava. Aroldo precisava dormir. Na média, eram apenas duas ou três horas de sono, até que sua mãe começava a labuta.

Acordava, a contragosto, pegava sua moto e se atirava no trânsito maluco da cidade. Quase morreu, por várias vezes. Aroldo não era um bom motorista, ainda mais com sono.

Todos os dias decidia que ia chegar em casa e dormir cedo. Ia dormir, não importava. Precisava descansar. Mas todo dia alguém ligava. Era um choppinho, uma polentinha, era uma balada, um churrasco. Sempre tinha alguma atividade, que o deixaria voltar pra casa só de madrugada. Mais uma vez.

E no outro dia, a mesma novela.

- Acorda Aroldo!!

Anh? O que? Acorda? Que horas são? Que dia é hoje? Pensava Aroldo.

- Sai daqui!! Me deixa dormir. Dizia.

Aroldo era popular. Principalmente com as mulheres. Se dava bem com o sexo oposto. Sabia o que dizer, quando dizer. Sabia o que não dizer, e quando não dizer.

Não era bonito. Mas tinha estilo. Era o que diziam suas fãs. Sim, Aroldo tinha fãs. Uma orla delas. Algumas acompanhavam sua vida, de perto. Até comunidade no Orkut chegaram a criar. Não foi pra frente, Aroldo pediu pra fecharem, e foi atendido. Afinal, as gurias entenderam que estavam fazendo propaganda contra elas mesmas.

As mulheres gostavam dele. Definitivamente. Mas o mais importante: Aroldo gostava de mulher. Não só de fazer sexo com mulher. Não. Aroldo gostava de mulher, em geral. Gostava tê-las, de possuí-las. Gostava do cheiro. Do jeito. Gostava de loiras, morenas, ruivas, e todos os outros tipos que pudessem existir.Teria sua própria coleção de mulheres, se pudesse.

Esse era Aroldo. Um cara que sabia o que queria, e, digo mais, sabia que teria o que queria.

Assim Aroldo ia levando a vida. Dia sim, outro também, saía com as mais diversas mulheres. Cada dia, uma nova aventura. Dizia ele que gostava mesmo era de conquistar as mulheres. Essa era a graça. A aventura, o desafio. Foi assim com todas elas. Depois de conquistadas, eram substituídas, e deixadas de lado.

Aroldo não ligava. Não mandava mensagens de texto, ou recados no Orkut. Ele simplesmente apagava as mulheres de sua memória.

Mas isso não podia durar pra sempre. Ele sabia. Deveria casar-se, ter filhos. Afinal, é pra isso que Deus nos põe no mundo, era o que pensava. Mas sempre adiava a mudança. Dizia que era cedo, que se preocuparia com família depois dos trinta. E ainda faltavam três longos anos.

Mas naquela noite fatídica, tudo mudou. Sentado no bar, bebendo com seus amigos, o Arlindo e Antonio (sim, eles se auto-intitulavam “O TRIPLO A”), Aroldo, de relance, viu algo surpreendente. Não podia acreditar. “Será? Não, não pode. Se bem que… pode ser.. não não, impossível!!”. Era. Aroldo ficou chocado.

Mas o que o Aroldo viu? Saiba no próximo capítulo, de Aroldo, o falcatrua.

Tempos Modernos

junho 8, 2008


Não, eu não vou falar do filme do Chaplin. Apesar que não é má idéia.

O mundo mudou. Fato.

Não vivemos mais o romantismo dos anos vinte e trinta…, a magia da década de quarenta. Não. Não temos mais a rebeldia das décadas de cinqüenta e sessenta (ah o verão de 68… – nem coçava no saco do meu pai ainda, mas ouvi maravilhas deste verão específico, principalmente na frança). Não se vê mais a vadiagem malandra dos setenta, a vontade política dos oitenta. Não. Os noventa já não tiveram identidade, e os dois mil estão piores.

As gerações são cada vez mais rápidas. Dizem os entendidos que a cada cinco anos, temos uma nova geração. Antigamente, gerações eram de doze anos. Vejam bem, de três copas (ou olimpíadas), passamos pra praticamente uma.
Assim, os jovens não criam identidades. Tornam-se mais um na multidão, de mais uma geração.

Videogames são um bom parâmetro. Enquanto a minha geração passou por atari, máster system, mega drive, ness, super ness, sega saturno, até chegarmos (já adultos) ao play1. Eles? Uns nasceram na era do play1, outros na do play2 e os do play3 nem ouviram falar do play1 (não sabe o que é play? Bah, ta por fora).

Outra diferença notável é a escola. Colégio como dizemos aqui na aldeia.
Lembro de uma vez em que tive que fazer um trabalho escolar sobre as grandes navegações. Saí da escola, passei num Bazar, comprei uma cartolina (ainda existe cartolina?), pincel atômico (eu adorava, porque era atômico!!), folhas pautadas (isso eu tenho certeza que não existe mais), e outros adereços.

Cheguei em casa, peguei minha Larousse (não conhece Larousse? Bah, ta loco) e comecei a procurar. Passei pelos dinossauros (nunca gostei), pelo Império Romano (sou doentememnte fissurado pelo Império Romano – quando consegui sair desse capítulo, já era quase três da tarde) e outros assuntos menos votados.
Cheguei nas grandes navegações. Li, reli. Fiz um rascunho no meu caderno. Passei a limpo nas folhas pautadas. Deu ficou tri. Fiz uma capa, com folha não pautada, e o pincel atômico. Essa não ficou tri. Nunca fui bom em artes.
Imaginem o cartaz então. Podre. Meio torto. Colei umas figuras (não, eu não cortei a enciclopédia. Eu também tinha revistas em casa), escrevi umas palavras (tortas) e por ai foi.

No outro dia, colei (com durex) no quadro o meu cartaz (verde, com letras em vermelho, e uma figura descolando) e apresentei o meu trabalho.
Isso marcou minha vida. Tanto que hoje, uns treze anos depois, ainda me lembro.

Hoje? Minha irmã menor teve que fazer um trabalho sobre o dia do trabalho.
Ela entrou no Google, escreveu dia do trabalho. ControlC+ControlV. Power Point, pen drive.
15 minutos e o trabalho dela ficou pronto. Ela nunca mais vai lembrar disso.

Quer outro exemplo da mudança?
Os relacionamentos. Uma mulher queria um anel de compromisso. Hoje, ela quer que o cara coloque “namorando” no orkut.

Isso é melhor ou pior? Sei lá meu, não to aqui pra julgar. Mas que ta diferente, ah, isso ta.
E tu, o que acha? Pode comentar. Não paga. É free.

Falta o nome

junho 8, 2008

Então.

Faltaonome (tudo junto mesmo), é um blog onde falta mais que um nome. Falta o nome do blog (Dã), do escritor, falta um layout aceitável, um endereço fácil e mulheres gostosas caindo por mim conteúdo.

Vou escrever, sem maiores intenções (mentira!!), só pra ver no que dá.

O desafio é escrever. Inventar. Ser diferente. A blogsfera, como eles gostam de chamar, esta cheia de esfirras doidas, lagartixas desdentadas e bobajadas em geral. Tem blog de família, tem blog que faz direitinho, bem caprichado. Tem grito de guerra, tem erro de português, e tem muito mais. Enfim, tem de tudo. E meu objetivo aqui é ser diferente de todos estes (que eu adoro).

Então, se você está procurando um blog com piadas sobre a Preta Gil, com fotos da playboy, com tiradas ótimas sobre as novas celebridades instantâneas, com o Créu da Mulher Melancia, este não é o blog certo.

Ta decidido, e começado. Neste espaço, regados a um bairrismo exagerado moderado, teremos opinião, crônicas, folhetins, e tudo mais que eu tiver vontade. Afinal, o blog é meu.

E que assim seja.

Ps.: se você caiu aqui pelo Google, bem feito.


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